Nos
dois projetos (Foto 1 e Foto 2) da residência de campo executados por Oscar Niemeyer existem
pontos que exigem uma análise para serem considerados, ou não, programáticos. Primeiramente,
a ideia de construir a residência com apenas “uma” parede torna a
casa de certo modo programática, já que, com isso, há a abertura de um leque de
possibilidades para a utilização dos espaços internos da casa. Isso é visível, por
exemplo, na área que teoricamente seria destinada aos dois dormitórios, em que
por ser dividida apenas pelo uso de uma mobília, há um ensejo para que existam diversos
ambientes de tamanhos ímpares ou então para transformar os dois quartos em
apenas um. Além disso, o
pórtico e a área localizada por trás dele também podem ser consideradas programáticas,
visto que, em ambas não há um uso definido, dando abertura para realização de
diversas atividades.
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| Foto 1- Primeiro projeto. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/5252>Acesso em 15 de Set. 2017. |
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| Foto 2 -Segundo Projeto. Disponível em: < http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/5252> Acesso em 15 de Set. 2017. |
A excessiva preocupação em manter a forma/volume
inicialmente imaginados para a residência trouxe problemas para a resolução da
planta da casa, que para serem devidamente solucionados exigiram uma certa
ausência de abertura da casa sendo um dos fatores que a deixa finalística (
espaços são pensados/ desperdiçados com intuito de manter a forma). Fato é, que,
no segundo projeto, boa parte do pavimento superior não foi aproveitada em prol
da preservação da proporção da residência.
Por fim, no segundo projeto o uso da
garagem de forma horizontal possibilitou a criação de um espaço essencialmente programático,
o caramanchão, que pode ser utilizado para inúmeras atividades. É importante
ressaltar que o fato da segunda planta parecer menos programática (mais
delimitada) que a primeira, somente ocorre por se tratar de uma planta mais
técnica do que criativa.




















