Após a leitura do texto "Animação Cultural" de Vilém Flusser, uma das principais
ideias que me chamou atenção foi o fato de os objetos terem convicção de que
vivemos a mercê deles. Para mim, foi fácil concordar com essa afirmação, já
que, no atual contexto em que vivemos chega a ser quase inimaginável viver sem
energia elétrica (que de certa forma “anima” muitos objetos do nosso
cotidiano). Para comprovar a veracidade do exemplo, basta recordar como, na
maioria das vezes, nos sentimos inúteis e entediados quando há alguma falha no
fornecimento de energia elétrica. Isso demonstra que em muitas das vezes são os
objetos que animam/ guiam nossas tarefas e até mesmo nossa existência.
Além desse pensamento, a narradora do texto também me chamou a atenção
quando afirmou que para os objetos atingirem o propósito de superar os humanos
e serem reconhecidos como superiores à humanidade é necessário que a cultura
seja desvalorizada, já que ela ainda é um conjunto de bens que apenas pode ser
produzido com a consciência humana. No
entanto, é preocupante a situação da cultura nos dias de hoje, pois, a cada dia
que passa a indústria cultural tende a deixar a cultura como algo lúdico, que
pode ser facilmente produzido por objetos, o que pode fazer que eles realmente alcancem
seus desejos.
Após a discussão em sala, me chamou a atenção as considerações feitas
pela Carolina e também pela Renata, visto que, a principio não me atentei para
o fato de que, segundo o mito, os homens também tiveram sua origem pré-condicionada
pelo barro, tal qual como o tijolo, nos fazendo até mesmo refletir se somos
humanos ou meros tijolos. Ademais, achei muito interessante a reflexão proposta
pela Isabella, principalmente quando ela cita as “sanfonas” presente nos ônibus articulados
que originalmente foram concebidas com o único objetivo de ligar um ônibus ao
outro, mas que no final serviu como um local confortável para acomodação de
passageiros que viajam em pé. Mostrando, dessa forma, como os objetos podem por
si só ultrapassar os objetivos de sua criação.