quarta-feira, 30 de agosto de 2017

OBJETO INTERATIVO PROGRAMÁTICO- O PRIMEIRO PROTÓTIPO


Após pensar sobre a primeira crítica do meu objeto busquei trocar as linhas por outros objetos que poderiam cumprir a mesma função, por isso, utilizei elásticos de escritório. Ademais, para cumprir a demanda de elaborar um protótipo, utilizei uma caixinha, elásticos, tinta spray preta, pregos, uma lanterninha como fonte de luz e uma tampinha de amaciante para representar a lente. 

Observação: O objeto foi executado em escala menor que a pretendida. 


Percepções após as críticas: 

  • O objeto se torna muito mecânico com a necessidade de abrir e fechar a caixa para uma interação;
  • Há uma limitação de texturas com a utilização unica de elásticos.

OBJETO INTERATIVO PROGRAMÁTICO- A IDEIA


A ideia inicial do meu objeto interativo é que as pessoas possam criar  (adicionando, retirando ou simplesmente mudando as linhas de lugar) uma projeção única e aleatória. Conforme o esquema abaixo:



A demanda era que fosse criado um objeto inspirado na rede elaborada em sala de aula (citada no post anterior) que obedecesse o conceito de Programática, abordado no texto "Nosso Programa" de Vilém Flusser. Segundo Flusser, algo construído sob a ótica da  programática  seria algo que obedecesse somente ao acaso, sem nenhum propósito ou causa aparente. 



Percepção após as exposições realizadas em aula:

  • O uso da linha torna o objeto representativo, já que esse foi o pertence que eu utilizei para me representar. 



sexta-feira, 25 de agosto de 2017

POR QUE UMA LINHA ME REPRESENTA?

O que é uma linha? Procurei o significado no dicionário (na verdade foi no Google mesmo) e encontrei nada a mais, nada a menos, do que quarenta e dois significados distintos. Bem, é verdade que em nenhum deles estava escrito "Giovanna" como definição, mas, uma das explicações apresentadas pela ferramenta me chamou mais atenção que qualquer outra. Ela afirmava que uma  linha é um "Fio de fibras flexíveis, usado para amarrar ou enlear[...] ." A partir disso, refleti o quanto isso reflete as relações que a gente constrói com as pessoas ao nosso redor, pois, assim como a linha, as relações são o que nos une com as pessoas. Além disso, as relações necessitam da mesma flexibilidade de uma linha para poder formar fortes laços e construir vínculos válidos.Mas também, é importante ressaltar que as relações podem se romper, embolar ou formarem nós. Enfim, acho que na verdade, a linha foi só uma forma que encontrei de representar fisicamente as relações, porque isso sim representa o que eu sou: eu sou fruto das relações que construí. 

Acervo Pessoal


Conforme foi demandado, na aula do dia 24 Agosto, ligamos o objeto que utilizamos para nos representar em outros dois, porém, era necessário adotar uma ótica mais objetiva do que as definições subjetivas trazidas pelos colegas. No meu caso, liguei minha Linha à Toalha trazida por Milena e à Almofada trazida pelo Gabriel Spagnol.  Ademais, a Ana Luiza Sales ligou a sua Sapatilha ao meu objeto.

CRÍTICA AOS CROQUIS DE MILENA TORINO

Os Croquis da Milena Torino chamam atenção por possuírem uma boa realização da técnica de perspectiva e também um enquadramento que consegue deixar o desenho equilibradamente posicionado no papel. Além disso, Milena apresenta traços mais grossos e fortes demonstrando croquis de personalidade única. Também me chama atenção o uso das técnicas de luz e sombra nos croquis internos o que concede aos desenhos um caráter realístico. Ademais, os croquis externos também demonstram uma peculiaridade pela escolha do papel e das cores dos lápis utilizados. Por fim, a única ressalva que eu gostaria de fazer é que no último desenho do exterior da EAD- UFMG, as colunas da parte esquerda da fachada parecem um pouco desproporcional à parte superior a elas.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

CROQUIS DA ESCOLA DE ARQUITETURA E DESIGN DA UFMG




Dois pontos de fuga -Fachada Lateral
Descrição dos materiais utilizados: Folha de gramatura 220 g/ m², Lápis 2B, Caneta Nanquim 0,3 e giz pastel oleoso.

Dois pontos de fuga - Diretório Acadêmico
Descrição dos materiais utilizados: Folha de gramatura 140 g/m², Lápis 4B, Caneta Nanquim 0,3, Caneta Bic Vermelha e giz pastel oleoso.

Um ponto de fuga -Corredor do segundo piso.
Descrição dos materiais utilizados: Papel Manteiga, Lápis 2B, Caneta Naquim 0,7 e giz pastel oleoso.

Um ponto de fuga- Fachada Frontal.
Descrição dos materiais utilizados: Papel Sulfite, Lápis HB e 6B, Caneta Nanquim 0,8 e giz pastel oleoso.

domingo, 20 de agosto de 2017

01010000 01101111 01101100 01100001 01110010 01101001 01111010 01100001 11100111 11100011 01101111 00100000 01101110 01100001 00100000 01000001 01110010 01110001 01110101 01101001 01110100 01100101 01110100 01110101 01110010 01100001

Tradução do título: Polarização na Arquitetura

No filme “Home of the brave” (1986) a artista experimental norte-americana Laurie Anderson reflete a respeito da importância da combinação de extremos para compor a cultura  (principalmente na Era digital, em que, ao combinar 0 e 1 é possível até mesmo escrever, como foi feito no título) e como a concentração de opostos não é construtivo para a continuidade da sociedade. Na Arquitetura, é inegável que existe em diversos pontos da área a polarização que a Laurie Anderson critica em suas falas. A meu ver, um dos principais exemplos dessa polarização, ocorre na extrema dissociação de quem consegue ou não ter acesso as instruções advindas de um profissional formado na área. Infelizmente, não existe um meio termo nessa situação, já que, é certo que as populações de mais baixa renda dificilmente terão acesso a um arquiteto enquanto as altas camadas da sociedade certamente poderão ter total assistência na concepção e construção do projeto. Por isso, eu acredito que é necessário que haja a existência de uma variedade de  possibilidades de acesso e não simples extremos que impossibilitam o acesso de todos à arquitetura.

sábado, 19 de agosto de 2017

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE ARQUITETURA E ROUPA?

 A primeira solução que me vem em mente para responder esse questionamento é que a Arquitetura tem a função de abranger o espaço, enquanto a roupa se limita a envolver o nosso corpo. Além disso, a moda possui uma aceitação na sociedade muito mais imediata do que a Arquitetura. Fato é, que qualquer tendência lançada nas passarelas são vistas em pouco tempo disponíveis para serem consumidas em qualquer loja de vestimentas. Já algumas novidades no ramo da construção só conseguem certa aceitação após um tempo, como por exemplo, o Arquiteto Cedric Price que só conseguiu ter seu modo fazer arquitetura reconhecido após a morte. No entanto, é importante ressaltar que os “estilos” arquitetônicos perduram por muito mais tempo do que certos adereços de roupas que facilmente se tornam obsoletos. Ademais, desde quando nos tornamos sedentários a troca de roupa é muito mais frequente do que a troca de “arquitetura” em si. 

"ANIMAÇÃO CULTURAL" DE VILÉM FLUSSER

Após a leitura do texto "Animação Cultural" de Vilém Flusser, uma das principais ideias que me chamou atenção foi o fato de os objetos terem convicção de que vivemos a mercê deles. Para mim, foi fácil concordar com essa afirmação, já que, no atual contexto em que vivemos chega a ser quase inimaginável viver sem energia elétrica (que de certa forma “anima” muitos objetos do nosso cotidiano). Para comprovar a veracidade do exemplo, basta recordar como, na maioria das vezes, nos sentimos inúteis e entediados quando há alguma falha no fornecimento de energia elétrica. Isso demonstra que em muitas das vezes são os objetos que animam/ guiam nossas tarefas e até mesmo nossa existência.
Além desse pensamento, a narradora do texto também me chamou a atenção quando afirmou que para os objetos atingirem o propósito de superar os humanos e serem reconhecidos como superiores à humanidade é necessário que a cultura seja desvalorizada, já que ela ainda é um conjunto de bens que apenas pode ser produzido com a consciência humana.  No entanto, é preocupante a situação da cultura nos dias de hoje, pois, a cada dia que passa a indústria cultural tende a deixar a cultura como algo lúdico, que pode ser facilmente produzido por objetos, o que pode fazer que eles realmente alcancem seus desejos.
Após a discussão em sala, me chamou a atenção as considerações feitas pela Carolina e também pela Renata, visto que, a principio não me atentei para o fato de que, segundo o mito, os homens também tiveram sua origem pré-condicionada pelo barro, tal qual como o tijolo, nos fazendo até mesmo refletir se somos humanos ou meros tijolos. Ademais, achei muito interessante a reflexão proposta pela Isabella, principalmente quando ela cita as “sanfonas” presente nos ônibus articulados que originalmente foram concebidas com o único objetivo de ligar um ônibus ao outro, mas que no final serviu como um local confortável para acomodação de passageiros que viajam em pé. Mostrando, dessa forma, como os objetos podem por si só ultrapassar os objetivos de sua criação.